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Antigo Palácio da Justiça de Niterói ganha exposição pelos 450 anos da cidade

Fonte: TJRJ / Fotos: Brunno Dantas
Data: 29/11/2023

O 1º Vice-presidente do Instituto dos Magistrados do Brasil-IMB e Presidente da Comissão de Preservação da Memória Judiciária do TJRJ (Comemo), Desembargador Roberto Guimarães, ao lado do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e Associado do IMB, Desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, participou nesta terça-feira, dia 28, da inauguração da exposição “450 anos de Niterói – o Palácio da Justiça como testemunha do desenvolvimento urbano”, no Museu da Justiça de Niterói, em celebração ao aniversário de 450 anos da cidade de Niterói. O Presidente Ricardo Rodrigues Cardozo destacou que o antigo Palácio da Justiça, hoje sede do Museu da Justiça e da exposição, é um marco da transformação urbana da cidade e da história do Judiciário.

 

Quem passar pelo Museu da Justiça de Niterói terá a oportunidade de conhecer um pouco da história do município através da exposição. A mostra, festejada pelo Presidente do TJRJ, apresenta à população registros do desenvolvimento urbano da cidade e coloca o antigo Palácio da Justiça como testemunha do processo de evolução a partir da Proclamação da República.


O Magistrado chamou a atenção para a importância histórica do espaço inaugurado há mais de cem anos – quando a cidade era a capital do antigo Estado do Rio – e projetado para compor, junto aos principais edifícios públicos estaduais, o conjunto arquitetônico erguido no entorno da Praça Pedro II, atual Praça da República. Nascido e criado em Niterói, o desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo começou a estagiar em um escritório próximo e frequentava o prédio histórico para pesquisar processos.

 

 


“Hoje representa um dia muito especial para mim. Ao acompanhar a exposição, me sinto retornando ao passado que mostra a transformação de Niterói. Para mim, como Presidente, é uma emoção muito grande incentivar esse tipo de cultura resgatando a história do Judiciário no antigo Estado do Rio e compartilhar com o público todo esse processo”, destacou o Presidente do TJRJ.


Desembargador Roberto Guimarães, que mora há 40 anos em Niterói, considerou o tema da exposição de suma importância para manter viva a memória da cidade. “A exposição engloba toda a história da cidade que já foi capital. Fiquei muito feliz com a iniciativa do Presidente ao saber que a mostra retrata o desenvolvimento urbano. O Palácio da Justiça foi erguido a partir do projeto de um arquiteto francês que estava inserido no plano de urbanização do Campo Sujo, atual Praça da República, que previa a construção de um conjunto de prédios públicos no seu entorno. Infelizmente o crescimento populacional desfigurou o que ele pretendia de Niterói, mas mesmo assim dá a ideia de como esta cidade nasceu e de como ela cresceu e é acolhedora”.


O Procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Luciano Mattos, marcou presença na inauguração da exposição. Ele também nasceu e trabalhou em Niterói e considera importante ter um espaço cultural do Poder Judiciário na cidade. “O atual Museu da Justiça de Niterói tem muita história que deve ser lembrada e comemorada sempre. Estar presente hoje no Palácio da Justiça, que representa toda a história da nossa Justiça, é uma honra. Além de comemorar o aniversário da cidade, celebramos a mudança urbanística. Eu também desde novo frequentava o espaço e tive a oportunidade, como Promotor de Justiça de Niterói, de participar da elaboração do acordo que permitiu a restauração feita no prédio”, disse.


Com entrada franca e classificação indicativa livre, a visitação funcionará de segunda a sexta-feira, das 11h às 17h. O Museu da Justiça fica na Praça da República s/nº, no Centro de Niterói.

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