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À CBN, Juíza Renata Gil diz ser inconcebível PEC que anula decisões do STF
Fonte: Amaerj / Foto: Reprodução CBN
Data: 21/06/2022

A Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e Diretora Institucional do Instituto dos Magistrados do Brasil-IMB, Juíza Renata Gil, criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende dar ao Congresso o poder de revogar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à rádio CBN, a Magistrada chamou de inconstitucional a PEC apresentada à Câmara dos Deputados na última semana.


“É uma PEC extremamente inconstitucional, que fere todos os princípios constitucionais. A ingerência do Poder Legislativo em decisões judiciais cria um supraparlamentarismo. É algo que nos choca. Esta é a PEC do desequilíbrio entre os Poderes por criar uma subordinação do Supremo Tribunal Federal ao Congresso Nacional. É como se o Parlamento estivesse julgando no lugar do Poder Judiciário. Inconcebível”, afirmou a Juíza Renata Gil na última quinta-feira, dia 16.


Para a Presidente da AMB e Diretora do IMB, a PEC não deve ser aprovada. “Não há nenhuma possibilidade dessa proposta avançar, já que ela viola frontalmente o princípio da separação dos Poderes. Me parece mais que o objetivo é criar um fato político, de palanque eleitoral, do que uma proposta séria. É em regimes totalitários que se discute uma interferência dos Poderes Executivo e Legislativo no Judiciário, que é o Poder que faz o sistema de freios e contrapesos.”


Ex-presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj - 2016/2019), a Juíza Renata Gil ressaltou que há aproximadamente 2.000 projetos legislativos em tramitação que atingem de forma direta ou indireta a atuação dos Magistrados no Brasil. “É muita coisa. Todos nós devemos estar atentos. Imprensa, sociedade civil organizada e instituições precisam estar vigilantes para que essas medidas eleitoreiras não sejam viabilizadas. A democracia brasileira está muito consolidada e o Judiciário tem sido esse pilar forte de sustentação da nossa democracia.”


Ouça a entrevista: https://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/378526/flagrantemente-e-extremamente-inconstitucional.htm 

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